Num passado recente, Moisés Herzog era um influente académico na área da Filosofia, tendo inclusivé obras suas publicadas. Quando a sua segunda esposa, de seu nome Madalena, o troca pelo seu melhor amigo, Valentim Gersbach, Moisés entra numa crise emocional que o leva a escrever cartas de um modo compulsivo. Escreve à esposa que o abandonou, aos amigos, aos médicos, aos colegas académicos e a outras personalidades públicas. As cartas nunca enviadas funcionam para Moisés como um modo de escape, uma maneira de exteriorizar tudo aquilo que sente e que lhe vai na mente de modo a ficar melhor consigo mesmo.Demorei mais do que esperava a terminar este livro. O constante cruzamentos de planos de narrativa (passado, presente e as cartas) torna a história confusa e em certos momentos chata, principalmente quando começa a vaga obsessiva de cartas. O facto de ter muitas expressões em ídixe (lingua adoptada pelos judeus e que resulta da compilação do germânico, de diversos dialectos modernos e do semita) também não ajuda na fluência da leitura.
Classificação: 2/5
"Há tempo para falar e tempo para calar. A única faceta realmente interessante do problema era o desígnio íntimo da injúria, o facto de ser tão penetrante, tão talhada à medida. Era fascinante o ódio ser pessoal ao ponto de parecer quase amor. O gume e a ferida sofrendo um pelo outro. Decerto de muito depende a vulnerabilidade do alvejado. Uns choram copiosamente, outros suportam a estocada em silêncio. Sobre os últimos poder-se-ia escrever a oculta história da humanidade."




3 critica(s):
Bellow é dos escritores mais chatos e enfadonhos que conheço.
Livros dele? Nem de borla!
Passando para dizer que tens um prémio no viajar pela leitura...
Prémio Master Blog
Abraços
Olá, tens um selo no meu blog!
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